O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (9) em queda e foi cotado a R$ 5,011, seu menor valor desde abril de 2024, segundo dados recentes. A moeda registrou baixa de 1,02%, aproximando-se do patamar de R$ 5,00, resultado de fatores como o diferencial de juros favorável ao Brasil, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio nas tensões geopolíticas globais.
Paralelamente, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, renovou recordes e fechou aos 197.324 pontos, próxima da simbólica marca dos 200 mil. Foi o nono pregão consecutivo de alta e o 16º fechamento recorde, demonstrando um movimento positivo sustentável no mercado acionário nacional. A semana registrou uma valorização de quase 5% no índice.
Entrada de capital estrangeiro impulsiona ativos brasileiros
De acordo com especialistas, a valorização do real e dos ativos brasileiros está fortemente ligada ao fluxo consistente de investimentos externos. Dados do Banco Central apontam entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em aplicações em carteira nos últimos 12 meses até fevereiro.
Esse capital tem aumentado a atratividade dos ativos locais, sobretudo frente à expectativa de manutenção dos juros altos no país. O IPCA de março, que ficou em 0,88% – acima do esperado –, reforçou esta percepção de política monetária rigorosa para conter a inflação, atraindo investidores.
Cenário internacional mais favorável e estabilidade do petróleo
O ambiente externo também contribuiu para o desempenho positivo do mercado brasileiro. A redução das tensões no Oriente Médio impacta menos a busca global por ativos seguros, como o dólar, enfraquecendo a moeda americana frente ao real.
No mercado de commodities energéticas, o preço do petróleo manteve-se estável, com o barril Brent cotado a US$ 95,20 e o WTI em US$ 96,57, apesar de pequenas quedas. Investidores acompanham negociações diplomáticas que podem influenciar os preços.
Impacto para o consumidor e investidor
A queda do dólar pode contribuir para o barateamento de produtos importados e insumos no Brasil, favorecendo diversos setores da economia e o consumidor final. Já o cenário favorável na bolsa oferece boas oportunidades para quem investe, mas recomenda-se cautela diante da volatilidade global.
