Estado de saúde de Bolsonaro tem melhora discreta durante prisão domiciliar, diz médico ao STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma evolução considerada satisfatória em seu quadro de saúde, com discreta melhora, conforme relatório enviado pela defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). O cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento médico do ex-chefe do Executivo, destacou que a pressão arterial de Bolsonaro está controlada, mas ele ainda enfrenta sintomas como fadiga, cansaço e desequilíbrio.

Relatório atualizado ao Supremo Tribunal Federal

O documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes detalha o estado clínico de Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar, autorizada pela Corte em razão do seu quadro de broncopneumonia. Segundo o médico, na última semana o paciente teve um episódio isolado de soluço de curta duração e manteve a rotina de fisioterapia rigorosa, com sessões três vezes por semana, além de reabilitação cardiorrespiratória realizada seis vezes na semana.

Cuidados e recomendações médicas

O relatório destaca que Bolsonaro vem realizando exercícios específicos de fortalecimento dos membros inferiores para prevenir quedas. O exame físico mostrou alteração na ausculta pulmonar, com redução dos murmúrios vesiculares na base do pulmão esquerdo, enquanto o lado direito permanece normal.

Além disso, o ex-presidente recebeu a visita de um ortopedista que indicou o uso de analgésicos para dores no ombro direito. A defesa informou ao STF que há recomendação para a realização de cirurgia na região.

Decisão sobre a prisão domiciliar

A prisão domiciliar de Bolsonaro, concedida por decisão do ministro Alexandre de Moraes, tem validade de 90 dias a partir de 24 de março de 2026. Ao final desse período, o magistrado decidirá se o ex-presidente continuará em casa ou retornará ao presídio conhecido como Papudinha.

Este acompanhamento médico e relatar à Corte é parte das condições para manter a prisão domiciliar de caráter humanitário, até que Bolsonaro se recupere completamente de seu quadro clínico.

Segundo dados recentes, o cuidado contínuo e o monitoramento rigoroso da saúde do ex-presidente podem ser determinantes para as próximas decisões judiciais, impactando diretamente no cumprimento de sua pena.

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