Quatro astronautas da missão Artemis II voltaram em segurança à Terra na noite desta sexta-feira (10). A cápsula Orion, que os transportava, aterrissou no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, marcando o fim de uma jornada de 10 dias que deu uma volta completa ao redor da Lua.
Os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão em boas condições, segundo confirmação da NASA. “Quatro tripulantes verdes”, disse Wiseman, utilizando uma expressão que indica que a equipe voltou saudável. O pouso na água foi descrito pela agência espacial como “perfeito”.
Procedimento de resgate e exames médicos
Após o pouso, os astronautas foram transferidos da cápsula para botes, de onde helicópteros os levaram até um navio da Marinha dos Estados Unidos. No navio, eles receberam atendimento inicial antes de seguirem para uma base naval na Califórnia, onde passarão por exames médicos detalhados no sábado (11).
Somente após essa etapa, os astronautas retornarão à cidade de Houston, no Texas, para reencontrar suas famílias.
Sucesso técnico da missão Artemis II
A conclusão desta missão eliminou um obstáculo importante para a espaçonave Orion, produzida pela Lockheed Martin. A cápsula resistiu às extremas condições da reentrada na atmosfera terrestre, que aconteceu a cerca de 40.235 km/h e temperaturas externas próximas a 2.760 graus Celsius.
O retorno incluiu um apagão de rádio de seis minutos, seguido pela abertura de dois conjuntos de paraquedas que desaceleraram a nave até seu pouso na água. Segundo dados recentes da NASA, todos os sistemas funcionaram conforme planejado.
Marco na exploração espacial humana
Durante o trajeto, os astronautas da Artemis II cruzaram o lado oculto da Lua, tornando-se o grupo humano que alcançou a maior distância já percorrida no espaço. A missão foi um passo fundamental após a Artemis I, um voo de teste não tripulado realizado em 2022.
O programa Artemis tem como objetivo estabelecer uma presença duradoura na Lua e preparar uma futura missão para levar humanos a Marte, algo que a Apollo não conseguiu desde 1972.
De acordo com especialistas, esta etapa recente reforça a capacidade dos Estados Unidos de avançar na corrida espacial e na exploração lunar, com implicações diretas no desenvolvimento de novas tecnologias e na cooperação internacional.
