A disputa pelo governo do Paraná em 2026 começou com Sergio Moro (PL) liderando as intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27). Moro aparece com 35% das intenções no primeiro turno, seguido por Requião Filho (PDT) com 18% e Rafael Greca (MDB) com 15%. Mesmo com o apoio do governador Ratinho Junior (PSD), Sandro Alex, o candidato indicado para a sucessão estadual, registra apenas entre 5% e 6% das intenções.
Baixo reconhecimento do candidato de Ratinho Junior
Um ponto destacado no levantamento é o desconhecimento dos eleitores brasileiros sobre o nome apoiado pelo governador. Segundo dados recentes, 82% dos entrevistados não sabem identificar quem é o candidato indicado por Ratinho Junior para sucedê-lo no governo do Paraná. Esta falta de conhecimento dificulta a transferência direta dos votos do atual governador para seu candidato.
Alta aprovação e influência do governador no eleitorado
Ratinho Junior mantém cerca de 80% de aprovação popular e, de acordo com especialistas da Quaest, 64% dos paranaenses apoiam sua influência na escolha do sucessor. Isso indica que o nome indicado ainda tem potencial para crescer na campanha, considerando que 67% dos eleitores afirmam poder mudar de voto até o fim do processo eleitoral.
Moro mantém vantagem em simulações de segundo turno
Nas simulações de segundo turno, Moro segue à frente com ampla margem: 49% contra 30% de Requião Filho, 44% contra 29% de Greca e 51% contra 15% de Sandro Alex. A configuração da disputa é marcada por mudanças recentes, como a saída de Moro do União Brasil e sua filiação ao PL, aproximando-se de políticos ligados ao campo bolsonarista como Flávio Bolsonaro.
Cenário político e impactos para o eleitor paranaense
O cenário atual ainda está aberto e depende da expansão do conhecimento sobre os candidatos e da dinâmica da campanha. Para o eleitor paranaense, a indefinição reforça a necessidade de acompanhar de perto as propostas e os nomes em disputa, já que a decisão nas urnas poderá ser influenciada por alianças e pela nacionalização do pleito.
Segundo especialistas, a divulgação das candidaturas e o desempenho nos próximos meses serão decisivos para consolidar as intenções de voto e reduzir a incerteza que marca a sucessão no governo do Paraná.
