Pré-candidatos bolsonaristas geram conflito e deixam UFMG após protesto de estudantes

Um conflito envolvendo dois pré-candidatos bolsonaristas foi registrado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, na tarde de quarta-feira (22). Douglas Garcia, pré-candidato a deputado estadual em São Paulo pelo União Brasil, e Marília Amaral, do PL e postulante à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deixaram o campus após serem confrontados por estudantes, segundo informações recentes.

A situação ocorreu em frente à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), onde os pré-candidatos realizavam gravações para redes sociais. Eles exibiam um cartaz com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro que desafiava estudantes a provar que Lula é melhor para o Brasil, oficializando uma recompensa de R$ 500 via Pix para quem conseguisse.

Protesto e reação dos estudantes na UFMG

A iniciativa provocou aglomeração e reação imediata dos alunos, que protestaram contra a presença dos pré-candidatos com palavras de ordem e críticas. Segundo o Diretório Acadêmico da Fafich, os conflitos escalaram, com relatos de agressões físicas e uso de gás de pimenta por parte dos visitantes.

A equipe de Douglas Garcia afirmou que ele e Marília Amaral foram vítimas de agressões e que responderam em legítima defesa para cessar os ataques. Garcia relatou ter sido ferido próximo ao olho e Amaral também confirmou ter sofrido agressões. A segurança da UFMG interveio e acompanhou a saída dos pré-candidatos do local.

Impacto do episódio para ambiente acadêmico

O caso gerou preocupação sobre o clima político dentro do campus da UFMG, especialmente às vésperas das eleições de 2026, e levantou debates sobre liberdade de expressão e segurança nas universidades públicas. Segundo dados recentes, episódios de confrontos políticos têm aumentado nas instituições de ensino, exigindo medidas efetivas para a proteção dos estudantes e visitantes.

De acordo com especialistas, eventos como esse podem criar um ambiente de tensão que afeta diretamente o cotidiano dos alunos, reforçando a necessidade de diálogo institucional para evitar escaladas violentas em espaços acadêmicos.

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