Trump fixa prazo para Irã reabrir Estreito de Ormuz e alerta para possível ação militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do petróleo mundial, e alertou que o país persa “pode ser tomado em uma noite”. A declaração foi feita no 38º dia da escalada do conflito entre os EUA, Israel e o Irã, na segunda-feira (6).

Ultimato e proposta de paz sem adesão

Segundo dados recentes, Trump deu o prazo até a noite desta terça-feira (7) para que o Irã aceite um acordo e permita a livre circulação no Estreito de Ormuz. A proposta de cessar-fogo e reabertura da passagem, formulada por negociadores do Egito, Paquistão e Turquia, não foi aceita por Teerã, que rejeitou a reabertura do estreito.

A Casa Branca afirmou que a proposta é uma entre várias em discussão, mas não apoiou um cessar-fogo imediato, conforme o site Axios. Trump também mencionou a possibilidade dos EUA assumirem o controle da passagem e cobrarem uma taxa pela navegação.

Respostas do Irã e tensões na região

De acordo com especialistas, o governo iraniano respondeu chamando as ameaças americanas de “delirantes” e disse que as declarações não apagarão aquilo que considera a “vergonha e humilhação” dos EUA na região. O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz nunca mais será como antes, especialmente para Washington e Tel Aviv.

O clima segue tenso com a confirmação da Guarda Revolucionária do Irã sobre o assassinato do seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um ataque atribuído a Israel. O país prometeu retaliar com novas ações contra seus inimigos.

Impacto direto para o comércio global

O Estreito de Ormuz é crucial para o comércio mundial de petróleo, com grande parte dos embarques globais passando pela região. A reabertura ou bloqueio da passagem afeta preços e fornece um termômetro para o cenário geopolítico. Segundo dados recentes, o tráfego vem registrando volume maior desde o início do conflito, enquanto países buscam acordos individuais com Teerã para minimizar riscos.

Para o leitor, a instabilidade pode influenciar o preço dos combustíveis no Brasil a médio prazo, dependendo do desdobramento do conflito e do controle do estreito.

Organização internacional sob fogo

O Irã também criticou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acusando-a de não agir diante dos ataques a suas instalações nucleares. O país iraniano alega que a postura da agência incentiva a agressão dos EUA e de Israel, complicando ainda mais as negociações diplomáticas.

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