Homem que atacou jantar em DC comprou armas silenciosamente e viajou de trem pelos EUA

Cole Tomas Allen, acusado de realizar o ataque a tiros no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, construiu seu arsenal de forma discreta ao longo de dois anos, segundo dados recentes. Allen comprou uma pistola semiautomática em 2023 e uma espingarda oito meses antes do ataque, conforme um perfil de inteligência policial obtido pela Bloomberg.

De acordo com especialistas, Allen, formado em engenharia mecânica pelo Caltech e estudante de mestrado em ciência da computação, viajou de trem pela Amtrak desde Los Angeles até Washington, D.C., onde se hospedou no Washington Hilton antes do ataque. O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que as evidências preliminares indicam que o atirador tinha como alvo autoridades do governo Trump.

Armas adquiridas de forma silenciosa

As armas usadas pelo agressor foram compradas em lojas na Califórnia. A espingarda de repetição calibre 12 foi adquirida em agosto de 2025, enquanto a pistola foi comprada em outubro de 2023. Segundo dados recentes, Allen armazenou seu arsenal sem levantar suspeitas, o que demonstra a dificuldade das autoridades em rastrear compras desse tipo.

Viagem de trem com armamento

Allen cruzou os Estados Unidos utilizando o transporte ferroviário da Amtrak, que possui protocolos menos rígidos em comparação ao transporte aéreo. Ele viajou de Los Angeles a Chicago e depois para Washington, onde ficou hospedado por vários dias antes do atentado. O procurador-geral relembrou que, até o momento, não há confirmação de como as armas foram transportadas entre os estados.

Impacto para a segurança pública

O ataque reacendeu o debate sobre a segurança nos trens nos Estados Unidos. Diferentemente dos aeroportos, passageiros da Amtrak não são obrigados a declarar armas de fogo. Apesar de pedidos para revisão das regras, autoridades rejeitaram a ideia de endurecer os protocolos atualmente vigentes.

Allen enfrenta acusações federais de uso de arma de fogo durante crime violento e agressão contra um agente federal com arma perigosa, e novas imputações devem ser apresentadas em breve. O caso segue sob investigação, sem cooperação do suspeito, e levanta preocupações sobre eventuais falhas nos mecanismos de segurança pública.

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