Cade aprova compartilhamento de bases de combustíveis entre Vibra e ALE na Bahia e Maranhão

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação comercial entre Vibra Energia S.A. e ALE Combustíveis S.A., que prevê o compartilhamento de duas bases de distribuição de combustíveis localizadas na Bahia e no Maranhão, conforme despacho divulgado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22).

De acordo com o documento do Cade, a operação envolve a aquisição recíproca de frações ideais dos imóveis onde as bases estão instaladas: a Vibra Energia adquirirá 50% do imóvel atualmente integral da ALE em Luís Eduardo Magalhães (BA), enquanto a ALE comprará 50% do imóvel da Vibra em Açailândia (MA). Além disso, a Vibra Energia comprará metade dos equipamentos da base baiana, e a ALE adquirirá cerca de 16,57% dos equipamentos da base maranhense.

Condições e regras para operação

Segundo as empresas, serão firmados termos de ajuste para regulamentar a operação conjunta, administração e manutenção das bases compartilhadas. Também constam cláusulas específicas para evitar o fluxo de informações concorrenciais sensíveis entre Vibra e ALE, preservando a competição no mercado.

Atualmente, cada uma opera exclusivamente sua respectiva base logística: a Vibra Energia em Açailândia e a ALE em Luís Eduardo Magalhães. Com a aprovação do Cade, ambas terão participação igualitária nas duas bases, ampliando a capacidade operacional combinada em 50% para cada pool.

Impacto no mercado de combustíveis

Segundo dados recentes, essa parceria pode contribuir para a otimização da logística e redução de custos operacionais, frente à desaceleração da demanda de combustíveis em algumas regiões. Especialistas ressaltam que a modalidade de compartilhamento aprovada pelo Cade respeita as regras de concorrência e pode fortalecer a estrutura de distribuição no Nordeste do Brasil.

Para os consumidores, as movimentações no setor indicam uma possível maior eficiência na cadeia de abastecimento, o que pode se refletir em melhores condições de oferta e estabilidade nos preços futuros, principalmente nas áreas atendidas pelas bases.

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